Da Redação de O Norte A Paraíba ganhou destaque entre os destinos mais procurados pelos brasileiros para o feriado de 7 de setembro. Levantamento da Booking.com aponta crescimento de 149% nas buscas em comparação com o mesmo período de 2025. João Pessoa aparece na terceira colocação entre os destinos nacionais pesquisados na plataforma e ocupa o primeiro lugar no Nordeste. O levantamento considerou consultas realizadas entre 1º de julho e 9 de agosto para hospedagens entre os dias 5 e 7 de setembro. O resultado reforça um movimento observado nos últimos anos, com a capital paraibana ampliando sua presença nos roteiros turísticos nacionais. Praias, gastronomia, Centro Histórico e proximidade com outros destinos do litoral estão entre os principais atrativos. O aumento das buscas também movimenta hotéis, restaurantes, transportes, comércio e serviços. O bom desempenho da capital pode beneficiar outros municípios, já que parte dos visitantes aproveita a viagem para conhecer diferentes regiões da Paraíba. Apesar do resultado positivo, buscas em plataformas não significam necessariamente reservas confirmadas. O indicador, porém, revela intenção de viagem e ajuda o setor turístico a planejar sua estrutura para períodos de maior procura. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação da Paraíba com base em dados da Booking.com.
PARAÍBA DISPARA NAS BUSCAS E JOÃO PESSOA LIDERA NORDESTE NO FERIADO
O Préstito da Ilusão
Por, José Aroldo da Silva – Sociólogo; Professor de Educação Básica Eram dez horas da manhã e o sol escaldante não dava trégua quando a comitiva de candidatos desembarcou na pequena cidade do interior. O cenário poderia ser qualquer município do interior do Brasil; o mês, um setembro qualquer; e o ano, qualquer um marcado pelo calendário eleitoral. Integrando o préstito, desfilaram candidatos ao Governo do Estado, ao Senado, a Deputado Federal e a Estadual — todos respaldados por uma liderança política local. Vale registrar: liderança da oposição municipal, já que o evento da situação ocorrera na véspera, com a mesma pompa e o mesmo vazio. A chegada foi anunciada aos quatro cantos com uma estrondosa queima de fogos. O estampido cortava o ar e ecoava por toda a zona urbana, semeando o desespero entre idosos, autistas e animais. Uma demonstração explícita de desrespeito a uma lei estadual que proíbe fogos ruidosos — provando que, para essa comitiva, a afronta aos direitos da população começa logo nas boas-vindas. A cidade que recebia esses pretensos representantes do povo — cujas visitas se repetem religiosamente a cada quatro anos — conta com apenas quatro mil habitantes. Em sua grande maioria, são usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e beneficiários de programas sociais federais: uns vivem do Bolsa Família, outros do Gás do Povo ou do Pé-de-Meia, todos mantidos a troco dos impostos pagos pela própria população. Para animar a massa, o paredão de som ecoava jingles eleitorais carregados de virtudes inventadas: “Esse vai defender o povo”, “Aquele já mostrou que sabe fazer” (sabe-se lá o quê), “Fulano conhece a nossa gente”. Entre um refrão e outro, ressoava a provocativa “A rural vai viajar”, cutucando os adversários e antecipando o clima para o pleito municipal dali a dois anos. Quanto às propostas concretas? Não trouxeram nada — exceto as malas. Nenhuma palavra sobre a melhoria da saúde pública, da educação, da geração de empregos ou do aumento da renda para os moradores. O cardápio do dia limitou-se a abraços encenados, dedos em forma de “V” de vitória e provocações baratas para agitar a plateia e desviar a atenção do que realmente importa. Coisas que a comitiva não trouxe e, pelo visto, jamais trará.
Motoboy desaparecido é encontrado morto em área de mata em João Pessoa
O motoboy Erick Rodrigues, de 23 anos, foi encontrado morto no fim da tarde deste sábado (29), em uma área de mata no bairro Padre Zé, em João Pessoa. Ele estava desaparecido desde terça-feira (25). Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a investigação avançou após a localização da motocicleta de Erick por meio de geolocalização. O rastreamento levou os policiais até uma residência no bairro Padre Zé. Na sexta-feira (28), um homem foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento. De acordo com a polícia, o investigado teria ligação com uma facção criminosa e admitiu participação em uma ação de violência contra o motoboy, chamada por ele de “disciplina”. O suspeito negou, porém, ter cometido o homicídio. O corpo foi localizado nas proximidades da comunidade do Gadanhe. A área foi isolada para o trabalho das equipes responsáveis pela perícia e pela investigação. A Polícia Civil apura agora as circunstâncias da morte e busca esclarecer a participação de outras pessoas no caso. Até a última atualização, a causa da morte não havia sido informada oficialmente.
“Colinha” na mão de Flávio Bolsonaro chama atenção durante entrevista
A participação do senador Flávio Bolsonaro em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (28) chamou atenção nas redes sociais por um detalhe que foi além de suas respostas: anotações aparentemente feitas na palma de uma das mãos.
Lula vive do passado e tenta ensinar jornalista a perguntar
Lula usa o passado para justificar o presente e questiona pergunta de Renata Vasconcelos
Muito candidato, pouca política
A perspectiva do eleitor para a eleição deste ano talvez seja uma das piores dos últimos tempos. Não pela falta de candidatos, mas pela pobreza do debate. De um lado, vemos candidatos tentando conquistar atenção comendo diante das câmeras, fazendo gracinhas ou copiando tendências populares para parecerem espontâneos, inteligentes e, principalmente, viralizarem. O problema é que viralizar não significa, necessariamente, converter atenção em voto, enquanto as discussões realmente importantes ficam em segundo plano. Do outro, aparecem ideias mirabolantes sobre economia, emprego, preços e desenvolvimento, como se decisões políticas pudessem ignorar as regras de uma economia capitalista, as limitações do Estado e a própria capacidade de influência do cargo pretendido. Há ainda os que repetem discursos sobre redução de gastos, justiça social, responsabilidade fiscal ou combate aos privilégios, mas raramente explicam onde cortarão, quem pagará a conta ou como transformarão essas ideias em decisões concretas. O problema maior é o empobrecimento da política como espaço de discussão séria. Quando propostas são substituídas por performances, slogans e promessas impossíveis, sobra ao eleitor escolher não necessariamente o melhor projeto, mas aquele que parece menos ruim. E talvez esse seja o retrato mais preocupante desta eleição: temos candidatos demais tentando chamar atenção e poucos demonstrando que realmente compreenderam, com seriedade, os problemas que pretendem enfrentar. Sobre o autorCristovão Pinheiro é consultor político e estrategista de comunicação, com mais de 25 anos de experiência. Dirige a Metaverso Brasil, atuando com estratégia, inovação, tecnologia e comunicação. Foi reconhecido entre os 50 maiores estrategistas políticos da América Latina.
Nunca foi tão difícil pensar
*Cristóvão Pinheiro O maior problema da sociedade moderna talvez não seja mais a falta de informação, mas o excesso dela. Nunca houve tanto acesso a notícias, opiniões, vídeos, crises e disputas acontecendo ao mesmo tempo. O problema é que pensar exige tempo, concentração e disposição mental, justamente três coisas que o ambiente digital vem consumindo diariamente. O excesso de estímulos não está necessariamente tornando as pessoas mais conscientes. Em muitos casos, está apenas tornando a sociedade mais cansada. E sociedades cansadas tendem a procurar atalhos emocionais para decidir. É nesse ambiente que respostas simples começam a substituir reflexões profundas e discursos fáceis passam a ganhar espaço diante de problemas complexos. O ser humano não busca apenas liberdade. Busca também segurança emocional diante da incerteza. Talvez por isso sistemas imperfeitos sobrevivam por tanto tempo, líderes fortes cresçam em momentos de instabilidade e populações tolerem contradições que antes seriam mais questionadas. O problema é que, quando as pessoas deixam de pensar profundamente, deixam também de escolher com consciência. E não escolher não elimina consequências. Apenas reduz a capacidade de influenciar o resultado delas. Pensar ficou mais cansativo no mundo moderno, mas talvez nunca tenha sido tão necessário. Porque escolhas ruins ainda podem ser corrigidas. Já a ausência de reflexão abre espaço para que outros decidam o futuro de toda uma sociedade. *Cristóvão Pinheiro é estrategista político e atua em projetos ligados à comunicação, ciência e inovação, com experiência em campanhas eleitorais, iniciativas institucionais e análise estratégica.
PPP da Cagepa vira disputa política na Paraíba
A discussão sobre a Cagepa deixou de ser um debate restrito ao saneamento e passou a ocupar espaço central na disputa política da Paraíba. O tema ganhou dimensão eleitoral por envolver questões sensíveis ao eleitor, como abastecimento de água, tarifas e controle de um serviço público considerado estratégico. Enquanto o governo defende a PPP como instrumento de modernização e ampliação de investimentos, adversários tentam associar o projeto à ideia de privatização. Na oposição, o tema vem sendo explorado de maneiras distintas. Efraim Filho adotou tom mais crítico, com questionamentos sobre transparência e sobre a participação da iniciativa privada na operação do serviço. Cícero Lucena tem apostado em um discurso voltado ao impacto social da medida, defendendo que o acesso à água não seja tratado apenas sob lógica econômica. Já Veneziano Vital do Rêgo concentra as críticas na condução e nos critérios do processo. Apesar do desgaste político gerado pelo tema, a oposição ainda não demonstra unidade em torno de um discurso comum. Com diferentes estratégias e públicos, os adversários do governo dividem o espaço político, enquanto a gestão estadual busca manter o debate em nível técnico e administrativo. Ainda assim, temas ligados a serviços essenciais costumam ter forte impacto eleitoral, especialmente em regiões do interior, onde questões relacionadas ao abastecimento têm peso direto na percepção da população.
O Brasil vive uma crise de legitimidade no poder
*Cristovão Pinheiro O poder não é apenas aquilo que alguém possui. O poder é, antes de tudo, a percepção que as pessoas têm desse poder. Porque um cargo pode até oferecer autoridade formal, mas não garante respeito, legitimidade ou liderança. E talvez esse seja um dos maiores problemas enfrentados pelo Brasil atualmente: nunca foi tão fácil ocupar espaços de poder, mas talvez nunca tenha sido tão difícil convencer a população de que esse poder ainda merece credibilidade. Os sucessivos escândalos envolvendo setores do Executivo, do Legislativo e até do Judiciário desgastaram algo essencial para qualquer democracia: a confiança pública. Casos de corrupção, suspeitas de favorecimento pessoal, privilégios para familiares e disputas de interesse criaram uma sensação perigosa dentro da sociedade: a de que parte das instituições passou a proteger mais a si mesma do que o próprio país. E quando isso acontece, o poder continua existindo formalmente, mas começa a perder sua força simbólica. A autoridade permanece no papel, porém deixa de produzir respeito espontâneo na população. O problema é que, depois de tantas frustrações, parte da sociedade começou a desacreditar da própria participação política. Muitas pessoas passaram a enxergar o voto, o debate público e até a defesa das instituições como algo inútil. Mas existe um risco silencioso nisso: quando a população desiste de participar, entrega espaço para grupos cada vez mais fechados e permanentes. A democracia não funciona assim. As instituições existem para representar a sociedade, não para substituí-la. Governos passam, lideranças passam, figuras de poder são passageiras. O que permanece é a sociedade. E talvez o maior desafio do Brasil hoje não seja apenas reconstruir governos, mas reconstruir a confiança entre o povo e as instituições. Porque sem confiança, o poder continua existindo… mas deixa de ser verdadeiramente legítimo. *Cristóvão Pinheiro é estrategista político e atua em projetos ligados à comunicação, ciência e inovação, com experiência em campanhas eleitorais, iniciativas institucionais e análise estratégica.
Flávio Bolsonaro aciona TSE após desgaste em pesquisa eleitoral
A reação de Flávio Bolsonaro à pesquisa da AtlasIntel acabou produzindo um efeito contrário ao esperado. Ao recorrer ao TSE para contestar o levantamento, o senador ampliou ainda mais a repercussão do caso e manteve o desgaste no centro do debate político. Na avaliação do estrategista político Cristóvão Pinheiro, faltou inteligência política para enfrentar a crise de forma mais transparente e objetiva. “Quando um candidato se fecha dentro do próprio personagem e perde a capacidade de reconhecer erros, ele também perde a chance de fazer os ajustes necessários antes que o desgaste se torne maior que a própria campanha”, avaliou. Para Cristóvão Pinheiro, a tentativa de judicializar pesquisas transmite insegurança política e revela temor diante da possibilidade de novos capítulos agravarem ainda mais a situação da pré-candidatura. “Isso pode provocar um derretimento precoce da imagem eleitoral e até abrir espaço para uma desistência prematura da disputa presidencial”, afirmou. Da Redação