A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, adotou uma postura incomum no ambiente do futebol ao parabenizar a delegação adversária após a disputa da final continental. Em declaração pública, ela ressaltou que o reconhecimento do desempenho do outro lado integra a lógica de um esporte que deve ser conduzido com respeito e responsabilidade. O gesto teve rápida repercussão entre torcedores e dirigentes, que viram na atitude um movimento de distensão num cenário marcado por rivalidades acentuadas. Ao enfatizar que resultados não anulam o mérito da equipe rival, Leila reforçou a importância de preservar valores básicos do esporte, como civilidade e equilíbrio. A manifestação foi interpretada por especialistas como um contraponto ao comportamento frequente de dirigentes que estimulam tensões fora de campo. A dirigente, mais uma vez, apresentou um sinal de que a convivência no futebol pode ser pautada por gestos simples, porém significativos. O Norte, da Redaçao
Leila Pereira reafirma verdadeiro espírito esportivo ao parabenizar delegação adversária
Morte em jaula expõe falhas no atendimento em saúde mental na Paraíba
O jovem que morreu após invadir a jaula de uma leoa no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, tinha histórico de transtornos mentais sem tratamento adequado. O caso reacende o debate sobre a precariedade da rede de atenção psicossocial no estado e no país. Segundo relatos de familiares e de um membro do Conselho Tutelar, o rapaz era frequentemente tratado apenas como alguém com “desvio de comportamento”, sem acesso contínuo a acompanhamento especializado. A ausência de diagnóstico preciso e de suporte clínico teria contribuído para o agravamento das crises. A morte revela uma lacuna estrutural na assistência oferecida a pessoas com transtornos mentais, especialmente jovens em situação de vulnerabilidade. O episódio levanta questionamentos sobre a capacidade do sistema público de identificar riscos, intervir a tempo e garantir políticas de cuidado efetivas.
Sem uma oposição forte, João Azevêdo desarticulado pode comprometer a sucessão de Lucas Ribeiro
Mesmo governando um estado onde a oposição é dormente, o governador João Azevêdo vive talvez seu pior momento político. A falta de habilidade na relação com os municípios, aliada a decisões consideradas equivocadas por aliados e prefeitos, criou um clima de tensão que ameaça diretamente o projeto de continuidade do seu grupo, representado pelo vice-governador Lucas Ribeiro, candidato natural ao Governo da Paraíba. João, que chegou ao Palácio da Redenção praticamente como um ilustre desconhecido, amparado pelas bênçãos de Ricardo Coutinho, acumulou ao longo dos anos uma série de ruídos desnecessários. Prefeitos relatam distanciamento, falta de diálogo e dificuldade de acesso, enquanto lideranças regionais reclamam da ausência de uma articulação mais sensível às demandas locais. Em um estado onde a política ainda é profundamente municipalista, esse tipo de desgaste ricocheteia com força. A situação se agrava porque, mesmo sem enfrentar uma oposição forte, o governo acumula conflitos onde não precisava e cria adversários onde bastava ter aliados neutros. A impressão geral é que João Azevêdo desperdiçou a vantagem de governar sem um inimigo direto à altura e transformou a própria base em um campo minado. Esse cenário coloca sobre Lucas Ribeiro uma missão tão inevitável quanto complexa: reconstruir pontes, reaproximar prefeitos e recompor um bloco político que hoje se apresenta fragmentado. A família Ribeiro, tradicionalmente habilidosa na articulação com os municípios, terá o desafio de unir aquilo que o atual governador dividiu. E isso precisará ser feito com rapidez, já que Lucas deverá assumir o governo em abril do ano que vem e terá apenas seis meses de 2026 para juntar o que João espalhou. Em síntese, João Azevêdo não enfrenta apenas a oposição enfrenta os efeitos de si mesmo. O que estava ao alcance do diálogo pode se transformar no principal obstáculo da sucessão. O Norte, da redação
Com João, Veneziano e Nabor, disputa ao Senado vira batalha de estruturas políticas na Paraíba
A disputa pelas duas vagas do Senado na Paraíba ganhou contornos inéditos ao reunir três figuras com pesos políticos muito distintos — e estruturas ainda mais diferentes. João Azevêdo chega com as primeiras posições nas pesquisas, mas enfrenta um desafio concreto: a partir de abril, deixa o comando do governo e perde a força da caneta, o prestígio administrativo e a articulação institucional que o cargo garante. Em uma eleição majoritária e altamente regionalizada como a do Senado, essa saída precoce costuma significar queda natural de influência. Já Veneziano Vital do Rêgo não aparece apenas como candidato competitivo; ele chega à disputa ancorado por um dos fatores de maior impacto político do país: seu irmão, Vital do Rêgo Filho, preside o Tribunal de Contas da União — órgão que julga contas da Presidência e fiscaliza bilhões em repasses federais para prefeitos e governadores. Esse laço direto com uma das instituições mais poderosas da República amplia o raio de ação do senador e reforça sua capacidade de articulação nacional. É poder real, de alto nível, que projeta influência para muito além do voto regional. Do mesmo modo, Nabor Wanderley entra na disputa não apenas como prefeito de Patos, mas como pai de Hugo Motta, presidente da Câmara Federal. Trata-se de outro eixo de força política sem paralelo no estado: o comando direto sobre uma das casas legislativas mais importantes do país, responsável por definir pautas, destravar verbas e influenciar a agenda nacional. Assim, o que antes parecia uma corrida tradicional se transforma numa disputa de estruturas: João perde o governo, enquanto Veneziano e Nabor chegam amparados por polos de poder que, hoje, pesam mais do que qualquer número isolado de pesquisa. Na Paraíba, o eleitor já aprendeu: quando o jogo envolve força política de verdade, o tabuleiro muda — e muda rápido. O Norte, da Redação
COP30: Brasil em xeque-mate ambiental
Entre o discurso verde de Lula e a realidade da exploração da Amazônia O Brasil está diante de um xeque-mate ambiental.Às vésperas da COP30, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresenta ao mundo como o grande líder verde, defensor da Amazônia e símbolo de uma nova era sustentável. O discurso é inspirador, repleto de compromissos e frases de efeito. Mas a realidade amazônica mostra um país dividido entre a promessa da preservação e a prática da exploração. Enquanto o governo comemora a redução do desmatamento e promete “desmatamento zero até 2030”, outros setores da própria administração abrem caminho para novas frentes de exploração de petróleo no delta do Amazonas. A mesma gestão que fala em bioeconomia e transição justa apoia, ao mesmo tempo, o avanço do agronegócio sobre áreas sensíveis da floresta. Assim, o país tenta conciliar duas identidades que se anulam: a de potência ambiental e a de potência extrativista. O resultado é um discurso que brilha nos palcos internacionais, mas se apaga nas margens do Rio Amazonas. A contradição se torna ainda mais simbólica quando Lula defende o direito de “pesquisar e explorar as riquezas naturais” da Amazônia. O problema não é apenas técnico — é moral. Como pode o anfitrião da conferência mundial do clima promover novas explorações de petróleo na floresta que deveria proteger? Essa incoerência faz o Brasil perder força exatamente no momento em que poderia consolidar sua liderança global. A Amazônia, chamada tantas vezes de “orgulho nacional”, continua sob pressão. Apesar da queda estatística no desmatamento, a degradação persiste, os incêndios voltam a crescer e as comunidades tradicionais seguem ameaçadas. A floresta vive entre a fé e a febre — esperança no discurso, desespero na prática. Ao sediar a COP30, o Brasil ganha visibilidade, mas também se coloca em julgamento. O país que quer ensinar o mundo sobre sustentabilidade precisa primeiro provar que aplica esses valores dentro de suas próprias fronteiras. O desafio de Lula é transformar palavras em coerência — e isso significa enfrentar interesses, rever prioridades e colocar a floresta acima do lucro. O mundo não cobra mais promessas, cobra atitudes. E a Amazônia, silenciosa, é o espelho onde o Brasil agora precisa se olhar.Entre a floresta e o petróleo, entre o discurso e a prática, o país se encontra diante de uma escolha histórica.Ou será o guardião da vida que proclama ser, ou o explorador disfarçado de verde. O norte, da Redação
A política em série: repetição de fórmulas esvazia a comunicação e afasta o eleitor
A comunicação política vive um paradoxo. Nunca houve tantas visualizações, mas o engajamento real — aquele que gera credibilidade, empatia e voto — está em queda. Em vez de inovar, campanhas políticas têm apostado na repetição de fórmulas, numa estética de redes sociais que transforma candidatos em personagens de um roteiro previsível. O fenômeno, observado em diferentes eleições pelo mundo, preocupa estudiosos da área. Pesquisas de universidades como Stanford e Oxford mostram que a exposição constante a conteúdos semelhantes reforça a lembrança da imagem, mas não a confiança. “A familiaridade não substitui a credibilidade”, diz o consultor e especialista em marketing político Cristovão Pinheiro. Segundo ele, a busca por viralização reduziu a política a um formato de consumo rápido. “A repetição de fórmulas transformou a política em produto de prateleira. Muitos políticos estão mais visíveis, mas menos relevantes. A comunicação ficou mais rasa do que em tempos passados — quando havia menos tecnologia, mas mais autenticidade”, afirma Cristovão Pinheiro. Estudos recentes também apontam que o uso intensivo de trends e modelos de engajamento digital não se converte em participação ativa. O eleitor “assiste, mas não se envolve”. O resultado é um ciclo de conteúdo visualmente eficiente, mas emocionalmente estéril. Para Cristovão Pinheiro, romper esse ciclo é o principal desafio das próximas campanhas. “O político precisa voltar a ter discurso, não apenas presença digital. Engajamento não é algoritmo, é vínculo , resume. Folha Nacional, da Redação
Assembleia Legislativa da Paraíba anuncia novo concurso público
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) confirmou a realização de um novo concurso público, o primeiro em mais de dez anos. A medida foi anunciada pelo presidente da Casa, deputado Adriano Galdino, que destacou a necessidade de renovar o quadro de servidores e modernizar a estrutura administrativa do Legislativo estadual. Uma comissão especial já foi formada para definir os cargos, número de vagas e demais etapas do processo. A previsão é que o edital seja publicado em 2026, contemplando funções de níveis médio e superior, entre elas assistente legislativo, assessor técnico, analista e consultor legislativo. Também estão em estudo vagas para auditor e procurador. Atualmente, a ALPB conta com mais de 460 cargos vagos, o que reforça a urgência do certame. O último concurso da instituição ocorreu há mais de uma década, e as remunerações previstas deverão ser compatíveis com as carreiras do serviço público estadual. Da Redação — O NORTE
Notícias que nunca existiram: A nova era das fake news criadas por Inteligência Artificial.
Por Redação O NorteJoão Pessoa (PB) — 3 de novembro de 2025 A popularização das ferramentas de inteligência artificial inaugurou uma nova fronteira para o jornalismo — e também para a desinformação. Plataformas automatizadas têm sido usadas para criar e publicar notícias inteiras, sem apuração humana e, em muitos casos, com fatos totalmente inventados. Levantamento da organização internacional NewsGuard identificou mais de 2 mil sites de “notícias” gerados por IA em 16 idiomas diferentes. A maioria opera de forma anônima e produz conteúdo em escala industrial, com aparência jornalística, mas sem qualquer compromisso com a veracidade. Um estudo recente publicado pela Tom’s Guide aponta que 45% das matérias geradas por IA contêm erros factuais graves, enquanto 81% apresentam algum tipo de distorção — desde fontes inexistentes até dados descontextualizados. O fenômeno preocupa pesquisadores e profissionais da comunicação. A inteligência artificial pode ser uma grande aliada da informação, mas também uma arma poderosa para confundir o público”, afirma Cristovão Pinheiro, especialista em comunicação política e discurso A dificuldade de distinguir textos humanos de produções automatizadas ameaça a credibilidade da imprensa e fragiliza a confiança social. Em países polarizados, o impacto é ainda maior: notícias falsas ganham velocidade e alcance, especialmente nas redes sociais. Especialistas defendem a criação de selos de autenticidade, protocolos de transparência no uso de IA e educação midiática para o público. Enquanto isso, a recomendação é simples: checar a fonte, comparar versões e desconfiar de manchetes espetaculares. Foto: Gerada por Gemini
Repercussões na Paraíba após condenação de Bolsonaro
A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão pelo STF repercutiu fortemente na política paraibana. O presidente estadual do PL, Marcelo Queiroga, classificou a decisão como um “julgamento político” e reafirmou sua lealdade a Bolsonaro. Para ele, a sentença não enfraquece o movimento bolsonarista, mas serve como combustível para reforçar a narrativa de perseguição contra o ex-presidente e seus aliados. Na outra ponta, lideranças petistas celebraram a decisão. O presidente estadual do PT, Jackson Macêdo, destacou que o julgamento representa um marco histórico para a democracia brasileira. Segundo ele, a condenação de Bolsonaro fortalece as instituições e demonstra que ninguém está acima da lei, nem mesmo ex-mandatários. O posicionamento reforça o discurso do partido em defesa do Estado Democrático de Direito e da responsabilização de quem atenta contra ele. Essas declarações evidenciam o cenário polarizado também na Paraíba, onde os campos políticos se alinham nacionalmente em torno da figura de Bolsonaro. O embate local entre PL e PT, já tradicional no estado, ganha novos contornos diante da sentença, antecipando um clima de acirramento político que deve influenciar diretamente as alianças e estratégias para as eleições de 2026. O norte, da Redçao
STF condena Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado. A decisão, proferida pela Primeira Turma da Corte, envolveu ainda sete de seus aliados mais próximos, apontados como parte central da trama que buscava abalar o Estado Democrático de Direito. O julgamento considerou a participação de Bolsonaro em atos e articulações que culminaram na tentativa de golpe, além de outros crimes correlatos. A defesa do ex-presidente reagiu com veemência, afirmando receber a decisão com “profunda discordância e indignação”. Segundo os advogados, a pena seria “excessiva e desproporcional”, e negaram que Bolsonaro tenha participado diretamente dos eventos de 8 de janeiro de 2023. A equipe jurídica já anunciou que recorrerá da condenação em instâncias nacionais e internacionais, tentando reverter ou reduzir os efeitos da sentença. A condenação de Bolsonaro abre um novo capítulo na política brasileira e levanta questionamentos sobre os próximos desdobramentos. Além da repercussão jurídica, a decisão terá impacto direto na cena política, uma vez que reforça a inelegibilidade do ex-presidente e fragiliza o campo da direita que orbitava em torno de sua liderança. Ao mesmo tempo, reacende debates sobre estabilidade institucional, responsabilização de ex-mandatários e a consolidação da democracia no país. O norte, da Redação