As inscrições para o III Congresso Brasileiro de Nanomedicina e I Congresso Latino-Americano de Nanomedicina já estão abertas. O evento acontece nos dias 24 e 25 de setembro de 2026, em São Paulo, e reúne pesquisadores, estudantes, profissionais da saúde, universidades, startups e representantes do setor público para discutir os rumos da nanomedicina na América Latina. Reconhecido como o principal encontro da área no país, o congresso retorna com uma proposta ampliada, integrando ciência, inovação, indústria e políticas públicas em um mesmo espaço. A programação será voltada ao debate sobre avanços científicos, aplicações clínicas e desafios regulatórios da nanomedicina, fortalecendo o diálogo entre laboratório, mercado e sociedade. As inscrições já podem ser feitas pela plataforma Sympla, com opção de ingresso integral e meia-entrada para estudantes, mediante comprovação. A expectativa da organização é reunir um público diverso e qualificado, consolidando o evento como referência nacional e regional no debate sobre o futuro da saúde em escala nano. Da redação, Folha de Brasilia
Principal encontro da nanomedicina no país abre inscrições para 2026
São Paulo sedia em setembro de 2026 o III Congresso Brasileiro de Nanomedicina
O III Congresso Brasileiro de Nanomedicina (IIICBN 2026) será realizado nos dias 24 e 25 de setembro de 2026, em São Paulo (SP), no Auditório Marta Rosa de Sousa Pinheiro, da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Consolidado como o principal encontro da nanomedicina latino-americana, o evento ocorre em conjunto com o I Congresso Latino-Americano de Nanomedicina e dá continuidade às edições anteriores realizadas em Brasília, em 2018, e na capital paulista, em 2022, ampliando seu alcance científico, institucional e internacional. O congresso reunirá pesquisadores, profissionais da saúde, universidades, startups, indústria farmacêutica e gestores públicos para debater avanços em nanotecnologia aplicada à saúde, diagnósticos avançados, sistemas inteligentes de liberação de fármacos, oncologia, neurociências, inteligência artificial e medicina de precisão. A programação inclui conferências magnas com especialistas nacionais e internacionais, mesas-redondas temáticas, workshops técnicos, sessões científicas, apresentações de pôsteres e um espaço dedicado à inovação e ao empreendedorismo científico. Com foco na integração entre ciência, regulação e inovação, o IIICBN 2026 se propõe a atuar como uma ponte entre laboratório, mercado e sociedade, fortalecendo o papel do Brasil e da América Latina na fronteira da biotecnologia e da medicina personalizada. O evento é realizado pela Sociedade Brasileira de Nanomedicina (NANOMED) e prevê certificação oficial, publicação de anais científicos com DOI e a formação de redes estratégicas de cooperação acadêmica, tecnológica e institucional.
Crime no Natal em Sapé: homem mata ex-sogra ao atacar família da ex-companheira e acaba preso
Um homem de 51 anos foi preso na manhã deste sábado (27) suspeito de matar a ex-sogra a facadas no município de Sapé, na Paraíba. O crime ocorreu na noite de quinta-feira (25), dia de Natal, dentro da casa da família da ex-companheira do suspeito. Segundo a polícia, a vítima, Marinalva Duarte de Lima, de 53 anos, foi atacada ao tentar defender a filha durante uma agressão. A ex-mulher do suspeito e o ex-sogro também ficaram feridos. Após o crime, o homem foi localizado na zona rural do município e conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça.
Treze garante vaga na Série D 2026 pelo ranking nacional e se beneficia do novo formato da CBF
A Série D do Campeonato Brasileiro de 2026 já tem os 96 clubes definidos e será disputada pela primeira vez em um novo formato, após mudanças promovidas pela CBF que ampliaram o número de vagas. A principal novidade é a inclusão de equipes não classificadas pelos estaduais, beneficiadas por novos critérios de acesso. Um dos casos de destaque é o Treze, que não garantiu vaga pelo Campeonato Paraibano, mas assegurou participação por meio do Critério 4, baseado no Ranking Nacional de Clubes (RNC). Embora a CBF ainda não tenha divulgado oficialmente a lista final dessas vagas via ranking, a configuração segue os critérios estabelecidos em 2025. As vagas foram distribuídas em quatro frentes: rebaixados da Série C (4 clubes), classificados via estaduais e copas (64 clubes), times remanescentes da Série D anterior (14 clubes) e clubes contemplados pelo ranking nacional (14 clubes), completando o total de participantes da competição em 2026.
Leila Pereira reafirma verdadeiro espírito esportivo ao parabenizar delegação adversária
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, adotou uma postura incomum no ambiente do futebol ao parabenizar a delegação adversária após a disputa da final continental. Em declaração pública, ela ressaltou que o reconhecimento do desempenho do outro lado integra a lógica de um esporte que deve ser conduzido com respeito e responsabilidade. O gesto teve rápida repercussão entre torcedores e dirigentes, que viram na atitude um movimento de distensão num cenário marcado por rivalidades acentuadas. Ao enfatizar que resultados não anulam o mérito da equipe rival, Leila reforçou a importância de preservar valores básicos do esporte, como civilidade e equilíbrio. A manifestação foi interpretada por especialistas como um contraponto ao comportamento frequente de dirigentes que estimulam tensões fora de campo. A dirigente, mais uma vez, apresentou um sinal de que a convivência no futebol pode ser pautada por gestos simples, porém significativos. O Norte, da Redaçao
Morte em jaula expõe falhas no atendimento em saúde mental na Paraíba
O jovem que morreu após invadir a jaula de uma leoa no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, tinha histórico de transtornos mentais sem tratamento adequado. O caso reacende o debate sobre a precariedade da rede de atenção psicossocial no estado e no país. Segundo relatos de familiares e de um membro do Conselho Tutelar, o rapaz era frequentemente tratado apenas como alguém com “desvio de comportamento”, sem acesso contínuo a acompanhamento especializado. A ausência de diagnóstico preciso e de suporte clínico teria contribuído para o agravamento das crises. A morte revela uma lacuna estrutural na assistência oferecida a pessoas com transtornos mentais, especialmente jovens em situação de vulnerabilidade. O episódio levanta questionamentos sobre a capacidade do sistema público de identificar riscos, intervir a tempo e garantir políticas de cuidado efetivas.
Sem uma oposição forte, João Azevêdo desarticulado pode comprometer a sucessão de Lucas Ribeiro
Mesmo governando um estado onde a oposição é dormente, o governador João Azevêdo vive talvez seu pior momento político. A falta de habilidade na relação com os municípios, aliada a decisões consideradas equivocadas por aliados e prefeitos, criou um clima de tensão que ameaça diretamente o projeto de continuidade do seu grupo, representado pelo vice-governador Lucas Ribeiro, candidato natural ao Governo da Paraíba. João, que chegou ao Palácio da Redenção praticamente como um ilustre desconhecido, amparado pelas bênçãos de Ricardo Coutinho, acumulou ao longo dos anos uma série de ruídos desnecessários. Prefeitos relatam distanciamento, falta de diálogo e dificuldade de acesso, enquanto lideranças regionais reclamam da ausência de uma articulação mais sensível às demandas locais. Em um estado onde a política ainda é profundamente municipalista, esse tipo de desgaste ricocheteia com força. A situação se agrava porque, mesmo sem enfrentar uma oposição forte, o governo acumula conflitos onde não precisava e cria adversários onde bastava ter aliados neutros. A impressão geral é que João Azevêdo desperdiçou a vantagem de governar sem um inimigo direto à altura e transformou a própria base em um campo minado. Esse cenário coloca sobre Lucas Ribeiro uma missão tão inevitável quanto complexa: reconstruir pontes, reaproximar prefeitos e recompor um bloco político que hoje se apresenta fragmentado. A família Ribeiro, tradicionalmente habilidosa na articulação com os municípios, terá o desafio de unir aquilo que o atual governador dividiu. E isso precisará ser feito com rapidez, já que Lucas deverá assumir o governo em abril do ano que vem e terá apenas seis meses de 2026 para juntar o que João espalhou. Em síntese, João Azevêdo não enfrenta apenas a oposição enfrenta os efeitos de si mesmo. O que estava ao alcance do diálogo pode se transformar no principal obstáculo da sucessão. O Norte, da redação
Com João, Veneziano e Nabor, disputa ao Senado vira batalha de estruturas políticas na Paraíba
A disputa pelas duas vagas do Senado na Paraíba ganhou contornos inéditos ao reunir três figuras com pesos políticos muito distintos — e estruturas ainda mais diferentes. João Azevêdo chega com as primeiras posições nas pesquisas, mas enfrenta um desafio concreto: a partir de abril, deixa o comando do governo e perde a força da caneta, o prestígio administrativo e a articulação institucional que o cargo garante. Em uma eleição majoritária e altamente regionalizada como a do Senado, essa saída precoce costuma significar queda natural de influência. Já Veneziano Vital do Rêgo não aparece apenas como candidato competitivo; ele chega à disputa ancorado por um dos fatores de maior impacto político do país: seu irmão, Vital do Rêgo Filho, preside o Tribunal de Contas da União — órgão que julga contas da Presidência e fiscaliza bilhões em repasses federais para prefeitos e governadores. Esse laço direto com uma das instituições mais poderosas da República amplia o raio de ação do senador e reforça sua capacidade de articulação nacional. É poder real, de alto nível, que projeta influência para muito além do voto regional. Do mesmo modo, Nabor Wanderley entra na disputa não apenas como prefeito de Patos, mas como pai de Hugo Motta, presidente da Câmara Federal. Trata-se de outro eixo de força política sem paralelo no estado: o comando direto sobre uma das casas legislativas mais importantes do país, responsável por definir pautas, destravar verbas e influenciar a agenda nacional. Assim, o que antes parecia uma corrida tradicional se transforma numa disputa de estruturas: João perde o governo, enquanto Veneziano e Nabor chegam amparados por polos de poder que, hoje, pesam mais do que qualquer número isolado de pesquisa. Na Paraíba, o eleitor já aprendeu: quando o jogo envolve força política de verdade, o tabuleiro muda — e muda rápido. O Norte, da Redação
COP30: Brasil em xeque-mate ambiental
Entre o discurso verde de Lula e a realidade da exploração da Amazônia O Brasil está diante de um xeque-mate ambiental.Às vésperas da COP30, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresenta ao mundo como o grande líder verde, defensor da Amazônia e símbolo de uma nova era sustentável. O discurso é inspirador, repleto de compromissos e frases de efeito. Mas a realidade amazônica mostra um país dividido entre a promessa da preservação e a prática da exploração. Enquanto o governo comemora a redução do desmatamento e promete “desmatamento zero até 2030”, outros setores da própria administração abrem caminho para novas frentes de exploração de petróleo no delta do Amazonas. A mesma gestão que fala em bioeconomia e transição justa apoia, ao mesmo tempo, o avanço do agronegócio sobre áreas sensíveis da floresta. Assim, o país tenta conciliar duas identidades que se anulam: a de potência ambiental e a de potência extrativista. O resultado é um discurso que brilha nos palcos internacionais, mas se apaga nas margens do Rio Amazonas. A contradição se torna ainda mais simbólica quando Lula defende o direito de “pesquisar e explorar as riquezas naturais” da Amazônia. O problema não é apenas técnico — é moral. Como pode o anfitrião da conferência mundial do clima promover novas explorações de petróleo na floresta que deveria proteger? Essa incoerência faz o Brasil perder força exatamente no momento em que poderia consolidar sua liderança global. A Amazônia, chamada tantas vezes de “orgulho nacional”, continua sob pressão. Apesar da queda estatística no desmatamento, a degradação persiste, os incêndios voltam a crescer e as comunidades tradicionais seguem ameaçadas. A floresta vive entre a fé e a febre — esperança no discurso, desespero na prática. Ao sediar a COP30, o Brasil ganha visibilidade, mas também se coloca em julgamento. O país que quer ensinar o mundo sobre sustentabilidade precisa primeiro provar que aplica esses valores dentro de suas próprias fronteiras. O desafio de Lula é transformar palavras em coerência — e isso significa enfrentar interesses, rever prioridades e colocar a floresta acima do lucro. O mundo não cobra mais promessas, cobra atitudes. E a Amazônia, silenciosa, é o espelho onde o Brasil agora precisa se olhar.Entre a floresta e o petróleo, entre o discurso e a prática, o país se encontra diante de uma escolha histórica.Ou será o guardião da vida que proclama ser, ou o explorador disfarçado de verde. O norte, da Redação
A política em série: repetição de fórmulas esvazia a comunicação e afasta o eleitor
A comunicação política vive um paradoxo. Nunca houve tantas visualizações, mas o engajamento real — aquele que gera credibilidade, empatia e voto — está em queda. Em vez de inovar, campanhas políticas têm apostado na repetição de fórmulas, numa estética de redes sociais que transforma candidatos em personagens de um roteiro previsível. O fenômeno, observado em diferentes eleições pelo mundo, preocupa estudiosos da área. Pesquisas de universidades como Stanford e Oxford mostram que a exposição constante a conteúdos semelhantes reforça a lembrança da imagem, mas não a confiança. “A familiaridade não substitui a credibilidade”, diz o consultor e especialista em marketing político Cristovão Pinheiro. Segundo ele, a busca por viralização reduziu a política a um formato de consumo rápido. “A repetição de fórmulas transformou a política em produto de prateleira. Muitos políticos estão mais visíveis, mas menos relevantes. A comunicação ficou mais rasa do que em tempos passados — quando havia menos tecnologia, mas mais autenticidade”, afirma Cristovão Pinheiro. Estudos recentes também apontam que o uso intensivo de trends e modelos de engajamento digital não se converte em participação ativa. O eleitor “assiste, mas não se envolve”. O resultado é um ciclo de conteúdo visualmente eficiente, mas emocionalmente estéril. Para Cristovão Pinheiro, romper esse ciclo é o principal desafio das próximas campanhas. “O político precisa voltar a ter discurso, não apenas presença digital. Engajamento não é algoritmo, é vínculo , resume. Folha Nacional, da Redação