Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho apresentaram propostas, mas encontro teve pouco confronto programático e não produziu um vencedor claro.

O debate entre Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho, realizado na noite de sexta-feira (4), em Cajazeiras, teve propostas sobre infraestrutura, saúde e desenvolvimento, mas foi marcado pela falta de firmeza dos três candidatos ao Governo da Paraíba e por um confronto programático limitado.
Embora tenham reservado espaço na agenda para se preparar para o encontro, os candidatos tiveram dificuldade para transformar suas propostas em argumentos capazes de marcar diferenças claras entre os projetos apresentados.
Lucas concentrou parte de sua participação em estradas e infraestrutura. Cícero defendeu maior proximidade dos serviços de saúde com a população. Efraim destacou as energias renováveis como alternativa para o desenvolvimento do estado. Os temas são relevantes, mas o debate avançou pouco sobre como cada proposta seria executada e quais seriam seus efeitos concretos.
Também faltaram questionamentos mais incisivos. Os confrontos raramente obrigaram os candidatos a explicar com profundidade posições, alianças, administrações anteriores ou diferenças entre seus projetos para a Paraíba.
Firmeza, nesse caso, não deve ser confundida com agressividade. Um debate eleitoral não precisa de brigas ou ataques pessoais para ser intenso. Precisa de candidatos capazes de sustentar posições, questionar adversários e apresentar propostas de forma clara e convincente.
Nesse aspecto, os três ficaram abaixo do que o encontro poderia oferecer ao eleitor. O debate transcorreu sem grandes incidentes, mas também sem momentos capazes de estabelecer um protagonista ou produzir diferenças políticas mais nítidas.
Para quem esperava conhecer melhor os projetos dos candidatos, o resultado foi um debate de pouca intensidade. Lucas, Cícero e Efraim chegaram com propostas, mas faltaram aprofundamento, firmeza e capacidade de convencimento para transformar o encontro em um confronto efetivo de ideias.
Da redação, O norte