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Comida e dancinhas ocupam campanha e deixam propostas em segundo plano na Paraíba

Agafoto – Agência Gaúcha de Fotografia/ IA

As eleições de 2026 na Paraíba avançam embaladas por jingles, dancinhas, refeições, feiras, festas e vídeos curtos. Nas redes sociais, candidatos ao Governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa recorrem a cenas descontraídas para tentar demonstrar proximidade com o eleitor.

Comer pratos regionais, visitar mercados, acompanhar apresentações musicais e arriscar passos de dança são recursos antigos da política. A diferença está na velocidade com que essas imagens agora circulam. Um vídeo de poucos segundos pode alcançar mais pessoas do que um discurso sobre saúde, educação ou segurança.

Entre os candidatos ao Governo, Lucas Ribeiro aposta principalmente em caravanas e na associação com obras da gestão estadual. Cícero Lucena combina caminhadas, mercados e viagens pelo interior. Efraim Filho utiliza o amarelo, a fé e a imagem do foguete. Até agora, não há levantamento que permita afirmar que os três priorizam pessoalmente comida ou dança. O fenômeno, porém, aparece com frequência na campanha paraibana como um todo.

O caso mais controverso ocorreu em Serra Branca, onde um ato de apoio a Cícero anunciou dois bois, dois carneiros, um porco, churrasco e bebida à vontade. A Justiça Eleitoral proibiu a distribuição gratuita, mas manteve a carreata e o comício. Não há prova de que a oferta tenha sido determinada pessoalmente pelo candidato.

A política sempre teve uma dimensão de espetáculo. A dúvida é se a multiplicação dessas cenas revela falta de discurso consistente ou apenas uma adaptação às redes sociais, onde emoção, humor e entretenimento disputam a atenção do eleitor.

Dançar e comer diante das câmeras não substitui propostas. Mas, em uma campanha decidida também pelo alcance digital, pode ser o caminho mais rápido para conquistar visibilidade e votos?

Tradição que aponta para o futuro

A História

Fundado em 7 de maio de 1908, na então Parahyba do Norte, O Norte nasceu pelas mãos dos irmãos Oscar Soares e Órris Eugênio Soares. Desde seus primeiros anos, destacou-se pela ousadia editorial, pela qualidade gráfica e pela presença marcante na vida pública paraibana, tornando-se um dos nomes tradicionais da imprensa regional.

Ao longo do século XX, O Norte acompanhou e registrou importantes acontecimentos políticos, sociais e culturais do Brasil e da Paraíba. Atravessou diferentes períodos da história nacional e construiu um legado jornalístico que marcou gerações de leitores.

Uma Nova Fase

Após um período fora de circulação, O Norte iniciou, em 2019, uma nova fase de sua história, voltada às transformações do jornalismo e da comunicação digital, preservando a memória e a tradição associadas ao nome desde 1908. A marca O NORTE conta atualmente com registros em vigor junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI): Processo nº 913859516 Processo nº 929013409

O Presente

Hoje, O Norte atua como um projeto de comunicação multiplataforma, reunindo jornalismo digital, conteúdo audiovisual, redes sociais e preservação histórica, mantendo seu compromisso com a informação e a memória regional.

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Mais do que um veículo de informação, O Norte reafirma sua vocação como uma bússola editorial, referência crítica, ética e cultural para a Paraíba e o Brasil.

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