Lula discute mudanças na comunicação e Flávio atrai partidos do centro

Presidente deve discutir novas estratégias de comunicação; adversário tem reuniões políticas e live previstas para esta quinta-feira (8).
Os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), concentram esforços nesta quinta-feira (8) na reorganização de suas campanhas para o segundo turno. Sem compromissos públicos anunciados até a divulgação da agenda, Lula deve discutir com o ministro Sidônio Palmeira novas estratégias para recuperar votos após terminar o primeiro turno atrás do adversário. Segundo apuração do O Norte, uma eventual participação do publicitário João Santana, responsável por campanhas presidenciais anteriores do PT, também poderá entrar nas conversas. Não há confirmação de que ele tenha sido convidado ou de que integrará a equipe.
Flávio Bolsonaro tem agenda em Brasília, com reunião às 8h com integrantes do Podemos e encontro às 11h com governadores eleitos. Às 19h, está prevista sua tradicional transmissão ao vivo pela internet. A expectativa é que o candidato aborde a ampliação dos apoios para o segundo turno, especialmente a adesão do Republicanos, oficializada na quarta-feira (7). O partido, presidido por Marcos Pereira, havia adotado neutralidade no primeiro turno, mas decidiu apoiar Flávio após articulações que envolveram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A decisão do Republicanos também evidencia as mudanças de posição das legendas de centro diante dos resultados eleitorais. Embora o partido tenha anunciado apoio nacional a Flávio, lideranças da Paraíba e de Pernambuco foram liberadas para manter posições diferentes, inclusive favoráveis a Lula. A legenda integra a base política do atual governo em diferentes espaços, mas não há confirmação de que sua neutralidade anterior tenha sido motivada pela expectativa de preservar cargos ou benefícios. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, os dois candidatos intensificam as negociações políticas e os ajustes de comunicação para ampliar suas bases eleitorais.
Da Redação, O Norte.



