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Política

A queda: urnas deixam caciques da política sem mandato

Por Redação · Publicada em

Aécio Neves, Renan Calheiros, Ciro Nogueira, Marina Silva e outros nomes que atravessaram décadas da vida pública não conseguiram as vagas que disputaram nas eleições de 2026

Da Redação, O Norte

O poder político pode atravessar décadas, governos e sucessivas eleições, mas não é permanente. As urnas deste domingo (4) deixaram fora dos cargos que disputavam alguns dos nomes mais conhecidos da política brasileira, atingindo lideranças de diferentes partidos e campos políticos.

Em Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) não conseguiu chegar ao Senado. Ex-governador, ex-senador e candidato à Presidência em 2014, ele ocupa atualmente uma cadeira na Câmara dos Deputados e ficará sem mandato eletivo a partir de 2027. Eduardo Cunha (Republicanos), ex-presidente da Câmara, também tentou retornar à Casa por Minas Gerais, mas não conseguiu se eleger.

Uma das derrotas mais simbólicas ocorreu em Alagoas. Renan Calheiros (MDB) não renovou o mandato e deixará o Senado após uma trajetória iniciada na Casa em 1995. Ex-ministro da Justiça e quatro vezes presidente do Senado, Renan permaneceu por mais de três décadas entre os personagens de maior influência no Congresso.

No Piauí, Ciro Nogueira (PP), senador desde 2011, ex-ministro da Casa Civil e presidente nacional do Progressistas, também não conseguiu renovar o mandato. Randolfe Rodrigues (PT), no Amapá, e Esperidião Amin (PP), em Santa Catarina, estão entre outros senadores de longa trajetória que ficaram fora.

A eleição também atingiu nomes que já disputaram a Presidência da República. Em São Paulo, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) não conquistaram uma das duas vagas ao Senado. No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), ex-senadora e ex-ministra, também não conseguiu retornar à Casa.

No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT), ex-governadora, ex-senadora e ex-ministra, ficou fora das vagas em disputa.

O resultado não significa necessariamente o encerramento da carreira dessas lideranças. Mas produz uma fotografia incomum do poder no Brasil: políticos que durante décadas ocuparam governos, ministérios e posições de comando no Congresso terminaram as eleições de 2026 sem conquistar o mandato que buscavam.