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Planos de governo da Paraíba: o que está escrito e como cada chapa explica a execução

Documentos de Lucas Ribeiro e Drª Lígia, Cícero Lucena e Diogo Cunha Lima, e Efraim Filho e Nayana Pontes apresentam propostas para segurança, saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento; levantamento identifica o que está previsto, quem participaria e quais informações não foram localizadas.

Como a apuração foi feita

O especial foi elaborado a partir da leitura integral dos três planos de governo anexados e dos relatórios documentais produzidos para cada arquivo. A numeração utilizada é a do PDF, contando a capa. As páginas são indicadas sempre que uma proposta ou informação é mencionada.

O conteúdo foi separado em três níveis. O primeiro registra o que está escrito nos planos. O segundo reúne informações verificadas em fontes oficiais externas, usadas para contextualizar conceitos, serviços e responsabilidades institucionais. O terceiro aponta informações que não foram localizadas nos documentos. Essa ausência não é tratada como prova de inexistência ou de inviabilidade.

A pesquisa externa consultou, entre outras fontes, o DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério da Saúde, o IBGE, o Datasus, legislação federal e páginas institucionais.

Os documentos analisados

ChapaPeríodoData e versãoExtensãoEstrutura identificada
Lucas Ribeiro e Drª LígiaNão localizado no arquivoData e versão não localizadas32 páginasSete eixos temáticos, vinculados aos ODS
Cícero Lucena e Diogo Cunha Lima2027–2030Data e versão não localizadas87 páginasSíntese do plano e 16 eixos temáticos
Efraim Filho e Nayana Pontes2027–20305 de agosto de 2026; versão não localizada19 páginas25 áreas em cinco partes

O arquivo de Lucas e Lígia apresenta na capa a identificação “Drª Lígia”, mas o sobrenome não foi localizado no texto extraído. O nome Lucas aparece no nome do arquivo recebido, e não na capa textual examinada. Essa limitação é mantida no relatório para não completar o dado sem apoio no documento.

O que os três planos apresentam

Os três documentos distribuem propostas por segurança, saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento econômico e políticas sociais. A forma de apresentação, porém, é diferente.

O plano de Cícero Lucena se define como um plano de metas e traz números em diversos capítulos. O de Efraim Filho organiza cada área em diagnóstico, desafios, caminho proposto e implementação, monitoramento e revisão. O de Lucas Ribeiro e Drª Lígia usa sete eixos amplos e listas de ações vinculadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Em todos os documentos, há propostas que combinam mais de uma etapa: construir ou ampliar uma estrutura, equipá-la, colocá-la em funcionamento e mantê-la. Quando o texto não separa essas fases, o especial registra a formulação do plano sem escolher uma interpretação.

Plano de Lucas Ribeiro e Drª Lígia

Perfil documental

O arquivo tem 32 páginas e apresenta sete eixos: Segurança Pública, Justiça e Proteção da Vida; Desenvolvimento Humano Integral e Bem-Estar Social; Mulheres, Diversidade, Direitos Humanos e Equidade; Economia Produtiva, Inovação e Trabalho; Governança Digital e Gestão Pública Moderna; Desenvolvimento Territorial e Interiorização; e Infraestrutura, Mobilidade e Sustentabilidade Ambiental.

O documento menciona os territórios do Litoral, Agreste, Brejo, Cariri, Curimataú, Seridó e Sertão. Não foram localizados, no arquivo consultado, partido, data, versão, período de governo ou identificação completa da vice-candidata.

Segurança, justiça e proteção da vida

Nas páginas 4 a 7, o plano anuncia a criação de um Centro Integrado de Comando e Controle, uso de câmeras e drones, observatórios de segurança, inteligência policial, protocolos de interação comunitária e reforma de unidades.

Também propõe um helicóptero com uso integrado pelos Bombeiros para resgate e UTI aérea, além de ações voltadas ao atendimento de mulheres, como patrulhamento especializado, Salas Lilás e bases regionais.

O texto menciona delegacias, laboratórios, custódia digital, formação profissional, saúde e remuneração dos agentes e reorganização do sistema prisional. A população de todo o estado é o público geral indicado. Mulheres, vítimas e municípios do interior aparecem como públicos específicos.

Não foram localizados números para a quantidade de centros, câmeras, bases ou unidades prisionais. Também não foram localizados custo de implantação, despesa permanente, cronograma detalhado ou fonte específica para cada medida.

Saúde e desenvolvimento humano

Nas páginas 9 a 11, o plano propõe o REAPQUALI, regulação, telessaúde, telecirurgia, fortalecimento da rede materna, vigilância, assistência farmacêutica, fixação de profissionais, saúde mental, um CRIE em Campina Grande, cuidados paliativos, atenção à pessoa idosa, atendimento à população LGBTQIAPN+ e transplantes.

Também aparecem a criação de uma nova Escola de Saúde Pública e a conclusão ou equipagem de três hospitais. As propostas alcançam usuários da rede estadual, moradores do interior, gestantes, crianças, idosos, pacientes crônicos, pessoas LGBTQIAPN+ e usuários de serviços de saúde mental.

O plano nomeia programas e estruturas, mas não apresenta, para a maioria deles, quantidade de unidades, capacidade de atendimento, prazo, custo, despesa permanente ou fonte de recurso.

O documento não separa, em todos os casos, a criação de um serviço da ampliação ou continuidade de uma política já existente.

Educação, cultura e esporte

O eixo de desenvolvimento humano inclui busca ativa, tutoria, formação profissional, escolas de tempo integral, conectividade, educação inclusiva, EJA e apoio à UEPB. O plano menciona escolas em territórios indígenas, quilombolas, ciganos, do campo e de assentamento (p. 12).

Em cultura e lazer, aparecem conselhos, editais, fundos, intercâmbio e descentralização. No esporte, o documento propõe Arena Esporte PB, Campos do Futuro, Bolsa Esporte, centros de treinamento e apoio ao paradesporto (pp. 13–14).

Não foram localizados custos por programa, cronograma de implantação, número de bolsas, quantidade de municípios atendidos ou fórmula dos indicadores. O território estadual e as regiões do interior aparecem como abrangência geral.

Mulheres, diversidade e direitos

Entre as páginas 15 e 19, o plano propõe centrais de Libras macrorregionalizadas, polos para pessoas com deficiência e autistas, centros especializados de reabilitação, odontologia, atendimento em Libras, centros de autismo, inclusão educacional e profissional e políticas para a população LGBTQIAPN+.

Também são mencionados centros integrados de atendimento à violência, abrigos, qualificação, renda, cotas ou incentivos de contratação e protocolos entre Estado e municípios.

Os públicos são mulheres, população LGBTQIAPN+, população negra, pessoas com deficiência, autistas, cuidadores e comunidades tradicionais.

O documento não informa o número de polos ou centros, os prazos, os custos, a fonte de recursos nem a quantidade prevista de beneficiários. Protocolos e pactuação aparecem como formas de execução, mas os indicadores não são quantificados.

Economia, inovação e trabalho

Nas páginas 20 a 23, o plano apresenta polos produtivos e tecnológicos, bioeconomia, distritos industriais, logística, startups, bolsas, qualificação profissional e turismo interiorizado.

Menciona três distritos industriais na região metropolitana de João Pessoa, estruturas para ciência e tecnologia no Sertão, bolsas e integração entre universidades e empresas.

O público indicado inclui empreendedores, trabalhadores, agricultores familiares, jovens e regiões do interior. O texto relaciona as ações a empregos, renda, projetos e desenvolvimento regional, mas não fixa metas agregadas, custos ou prazos para cada programa.

Governança, território e infraestrutura

O eixo de governança digital propõe concursos, carreiras, saúde do servidor, Paraíba Digital, transparência, inteligência fiscal e Orçamento Democrático (pp. 24–26).

O eixo territorial menciona polos regionais, prevenção de secas e enchentes, arranjos produtivos e um plano para comunidades tradicionais (pp. 27–28).

Nas páginas 29 a 31, aparecem segurança hídrica, saneamento, consórcios de resíduos, novas adutoras e barragens, o Programa Estrada Segura, apoio aos planos municipais de mobilidade, Porto de Cabedelo, inventário mineral e eficiência energética.

O documento fixa dois números para rodovias: mais de 800 quilômetros de novas rodovias e mais de 200 quilômetros de requalificação (p. 31).

Não informa, no trecho consultado, cronograma de cada obra, custo, fonte de recurso, órgão responsável por cada entrega ou indicador de acompanhamento.

Plano de Cícero Lucena e Diogo Cunha Lima

Perfil documental

O plano identifica Cícero Lucena como candidato a governador e Diogo Cunha Lima como candidato a vice-governador na página 2.

O período de governo de 2027 a 2030 aparece na página 5. A data e a versão não foram localizadas. O arquivo tem 87 páginas e apresenta 16 eixos temáticos.

O texto se define como “plano de metas, com visão, compromissos, programas e método de execução”. Na síntese, informa que as metas devem ser datadas e acompanhadas, mas o detalhamento varia conforme o capítulo.

Segurança pública

O plano propõe reduzir crimes violentos letais intencionais e crimes contra o patrimônio em uma trajetória média de 6% a 8% ao ano, tomando 2026 como linha de base.

Também prevê seis Centros Regionais de Comando e Controle e 5 mil câmeras de videomonitoramento inteligente (p. 18).

Para as mulheres, propõe Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher 24 horas em Patos, Cajazeiras, Guarabira e Monteiro.

O documento ainda cita patrulha rural, drones, bases aéreas, integração com o Samu e medidas para o sistema penitenciário (pp. 19–22).

A meta de redução dos crimes tem percentual e linha de base declarados. Para as câmeras e os centros, há quantidade, mas não foi localizado cronograma de instalação ou custo. A divulgação trimestral é indicada como mecanismo de acompanhamento.

Saúde

Entre as páginas 23 e 30, o plano propõe três UPAs em Campina Grande, 16 policlínicas, maternidades e hospitais regionais, socorro aéreo, redução de filas, atendimento oncológico, saúde mental, atenção materno-infantil, reabilitação e serviços para pessoas idosas e com deficiência.

O documento menciona uma meta de eliminar demanda reprimida e também prazos de atendimento.

Aparecem referências a 90 dias para mamografia e 60 dias para diagnóstico neuro, mas o texto não esclarece, em todos os casos, se os prazos se referem à implantação do serviço, ao início do atendimento ou ao tempo de espera do usuário.

A proposta de ampliar a rede precisa ser lida junto da previsão de funcionamento e manutenção. Não foram localizados, para a maioria das estruturas, custo de construção, equipamentos, despesas permanentes, capacidade de atendimento ou fonte detalhada de financiamento.

Educação e cultura

O plano estabelece alfabetização até o segundo ano, redução da evasão pela metade, expansão do tempo integral, energia solar, concursos, plano de cargos e carreiras, educação profissional e medidas para a UEPB (pp. 31–37).

Há referências a metas até 2030 e à intenção de colocar a Paraíba entre os cinco melhores desempenhos educacionais.

O documento também propõe políticas culturais, apoio a artistas, circulação de produção, proteção de culturas de matriz africana e ações ligadas a Augusto dos Anjos (pp. 38–39).

As metas educacionais têm resultado pretendido, mas nem sempre informam a linha de base, o custo, o responsável por cada etapa ou a forma de cálculo do indicador.

Recursos hídricos

Nas páginas 40 a 42, o plano trata de adutoras, barragens, ramais, cisternas, poços, reúso e redução de perdas.

Menciona o Ramal do Piancó, o Canal Acauã-Araçagi, sistemas no Cariri e Curimataú, além de obras e localidades específicas.

O texto cita mais de 1 milhão de pessoas e 37 cidades no contexto da infraestrutura hídrica. Também menciona perdas próximas de quatro em cada dez unidades de água, sem indicar, no próprio trecho, a data completa da medição.

O plano propõe auditoria, parcerias público-privadas e contratos de manutenção.

As obras federais, estaduais e municipais não são apresentadas sempre com a mesma etapa de execução. Em alguns casos, o documento fala em concluir; em outros, em estudar, cooperar ou articular.

Agricultura, assistência e inovação

O plano inclui irrigação, agricultura familiar, pesquisa, agroindústria, cooperativas, compras públicas e estruturas de defesa agropecuária (pp. 43–47).

Também propõe Cadastro Social Inteligente, centros para pessoas idosas, alimentação, cofinanciamento de CRAS e CREAS e ações de renda e primeira infância (pp. 48–50).

Na ciência, tecnologia e inovação, aparecem DataPB, fundos, compras públicas de inovação, distritos tecnológicos, apoio a universidades e formação em áreas estratégicas (pp. 51–53).

As propostas indicam públicos e parceiros, mas os custos e prazos de implantação não são localizados para a maioria.

Algumas formulações são de avaliação ou estudo, e não de execução imediata. O texto mantém essa distinção em vários capítulos.

Desenvolvimento econômico e direitos

O plano propõe ações para ambiente de negócios, mineração, empreendedorismo, informalidade, investimentos, exportação e desenvolvimento regional (pp. 54–59).

Entre as metas, aparecem a redução de cinco pontos percentuais na informalidade, posição entre os cinco melhores ambientes de negócios até 2030 e um portfólio de projetos ampliado em 2028.

Em direitos humanos e inclusão, propõe caravanas, diagnóstico neuro em até 60 dias, proteção a mulheres cuidadoras, centros LGBTQIAPN+ e articulação com Judiciário, Ministério Público e Defensoria (pp. 60–62).

O texto não esclarece a linha de base de todos os indicadores, o custo da rede de atendimento ou a quantidade de profissionais necessária para cumprir os prazos.

Esporte, gestão, habitação e infraestrutura

O plano prevê avaliação física anual de estudantes da rede pública em 223 municípios, núcleos esportivos, bolsa integral, centros regionais e arenas modulares (pp. 63–65).

Em gestão, fala em pactos com 223 cidades nos primeiros 100 dias, compras digitais, concursos, Escola de Serviço Público e metas abertas ao acompanhamento (pp. 66–68).

Na habitação, propõe regularização, compra assistida, aluguel emergencial, moradia para grupos específicos e uso de imóveis ociosos (pp. 69–72).

Em infraestrutura, estabelece a meta de 1.000 quilômetros de recapeamento e menciona BR-230, BR-104, mobilidade, trem, porto seco e CNH Social (pp. 73–76).

A meta de recapeamento é quantificada. Outras obras aparecem como estudos, cooperação ou articulação. O documento não apresenta custo total, cronograma anual e divisão financeira para cada obra.

Meio ambiente, turismo e proteção animal

O plano propõe recuperação de rios e Caatinga, unidades de conservação, reciclagem, compostagem, biometano, adaptação costeira e monitoramento ambiental (pp. 77–79).

No turismo, apresenta fundo estruturante, calendário anual, eventos, centros de convenções, cruzeiros e estudos sobre ferrovias e aeroportos (pp. 80–83).

Na proteção animal, propõe cinco hospitais veterinários em Campina Grande, Guarabira, Patos, Sousa e Cajazeiras, além de Castramóvel, banco de ração, abrigos e parcerias (pp. 84–87).

O número de hospitais veterinários é expresso. O custo, o cronograma, a capacidade de atendimento e a forma de operação não são informados no trecho consultado.

Plano de Efraim Filho e Nayana Pontes

Perfil documental

O documento identifica o Partido Liberal, Efraim Filho e Nayana Pontes na página 1.

Informa o período de 2027 a 2030 e a data de 5 de agosto de 2026. A página 19 contém assinatura em João Pessoa na mesma data. Não foi localizada numeração de versão.

O arquivo tem 19 páginas e organiza 25 áreas temáticas em cinco partes. Cada seção apresenta, em regra, “onde estamos”, “principais desafios”, “caminho proposto” e “implementação, monitoramento e revisão”.

Governança, finanças, governo digital e inovação

Nas páginas 3 a 6, o plano propõe Centro de Governo, metas nominadas, integridade, painéis públicos, avaliação de contratos, cadastro de contribuintes, comando tecnológico, datacenter estadual, serviços digitais e uso de inteligência artificial com supervisão humana.

O documento fala em metas anuais, revisão e acompanhamento. Para a maioria das ferramentas, porém, não informa custo de implantação, despesa de manutenção, cronograma ou quantidade de usuários.

Desenvolvimento econômico, empreendedorismo, agro e cooperativismo

Entre as páginas 6 e 9, aparecem redução de custos, polos produtivos, fundo de garantia, Poupatempo Empreendedor, programas para mulheres, cadeias produtivas, cooperativismo e plataformas de comercialização.

Na agropecuária, o plano trata de irrigação, pesquisa, assistência técnica, defesa agropecuária, sanidade, cooperativas e agroindústria.

Menciona EMEPA, EMATER, EMBRAPA, MAPA, universidades, SEBRAE, SENAR, SESCOOP e setor privado como possíveis parceiros.

O documento propõe planos por cadeia e indica que produção, produtividade e renda serão acompanhadas.

Não foram localizados, para a maior parte das medidas, quantitativos de beneficiários, custos, prazos ou fonte de recursos já assegurada.

Turismo, juventude e qualificação

O plano propõe rotas interiorizadas, formação, primeiro emprego, bolsas, feiras, polos temáticos e articulação entre universidades, empresas e governo (pp. 5–10).

O acompanhamento por empregos, visitas, permanência e satisfação é mencionado.

O texto não informa o número de bolsas ou vagas, os municípios atendidos por cada programa, o cronograma e o custo permanente.

Infraestrutura, água, saneamento, habitação e meio ambiente

Nas páginas 10 a 14, o plano propõe integração logística, rodovias, porto, adutoras, barragens, dessalinização, reúso, ligações domiciliares, regionalização do saneamento, habitação e regularização fundiária.

A meta hídrica inclui concluir o Canal das Vertentes Litorâneas com três barragens, viabilizar o Ramal do Piancó e reduzir perdas.

O documento atribui ao SINISA de 2024 uma referência de 44% de perdas na distribuição (pp. 11–12).

Na parte ambiental, aparecem energia limpa, pagamento por serviços ambientais, licenciamento, sensores, recuperação da Caatinga e captação junto ao Fundo Clima, BNDES, BNB e organismos multilaterais (pp. 13–14).

O texto apresenta essas instituições como estratégia de financiamento, não como recursos já assegurados.

Educação, saúde e proteção social

Nas páginas 14 a 16, o plano apresenta educação integral, carreira, rede universitária, atenção básica, regulação, atendimento regional, especialistas, saúde mental, inclusão, assistência social e políticas para mulheres, infância, juventude, pessoas com deficiência e neurodesenvolvimento.

A proposta menciona pactuação permanente com municípios e revisão a cada ciclo.

Há indicadores gerais, mas não foram localizados, para a maioria das ações, o custo, o número de unidades, a quantidade de profissionais, o prazo de atendimento ou a linha de base.

Cultura, esporte, proteção animal e segurança

Nas páginas 16 a 18, o documento propõe rede cultural, economia da cultura, circulação, equipamentos, formação, esporte, complexos regionais, paradesporto e gestão de políticas públicas.

A página 18 inicia a seção de proteção animal, que propõe política estadual, castração, registro, observatório, clínicas móveis, parcerias com universidades e organizações não governamentais.

A seção de segurança, defesa civil e administração penitenciária se estende pelas páginas 18 e 19 e trata de carreiras, inteligência, saúde mental, câmeras, prevenção, unidades prisionais, reinserção e alertas.

O plano menciona metas públicas, dados em tempo real e auditorias, mas não informa quantidade de câmeras, unidades prisionais, cronograma ou custo de cada iniciativa.

Leitura transversal dos documentos

Metas numéricas

Os três planos apresentam algum tipo de número, mas os números têm funções diferentes. Eles podem indicar uma quantidade de obras, uma redução percentual, uma área territorial, uma população de referência ou um prazo.

Entre as metas localizadas estão: 6% a 8% de redução anual de crimes no plano de Cícero Lucena; 5 mil câmeras e seis centros de comando no mesmo plano; 1.000 quilômetros de recapeamento; mais de 800 quilômetros de novas rodovias e mais de 200 quilômetros de requalificação no plano de Lucas e Drª Lígia; e metas hídricas relacionadas a três barragens no plano de Efraim Filho.

Esses números não são diretamente equivalentes. Alguns se referem a resultado, outros a estrutura, extensão de obra ou intenção de articulação.

Prazos

Cícero Lucena apresenta referências a 100 dias, 2028 e 2030 em diferentes áreas. Também aparecem prazos de 60 e 90 dias para determinados atendimentos.

O texto não deixa sempre explícito se o prazo se refere à implantação da política ou ao atendimento do usuário.

Efraim Filho menciona ciclos anuais e revisões periódicas, mas nem sempre apresenta calendário de implantação.

Lucas Ribeiro e Drª Lígia apresentam programas e ações, porém não foi localizado cronograma geral de execução.

Custos e financiamento

O plano de Efraim Filho distingue custeio próprio, crédito dentro da margem fiscal e articulação federal.

Também cita Fundo Clima, BNDES, BNB e organismos multilaterais. Essas referências descrevem caminhos possíveis de financiamento; não significam, por si só, recurso contratado.

O plano de Cícero Lucena fala em orçamento, crédito e articulação federal. O de Lucas e Drª Lígia menciona investimento público, parcerias e cooperação em diferentes eixos.

Nos três documentos, os custos individualizados de obras, equipamentos e despesas permanentes não aparecem para a maioria das propostas.

Capital, Campina Grande e interior

João Pessoa e Campina Grande aparecem como polos de serviços, infraestrutura, inovação e saúde em diferentes propostas.

Os três planos também mencionam o interior, mas com níveis diferentes de especificação territorial.

O plano de Cícero Lucena cita cidades específicas para delegacias, hospitais, hospitais veterinários, obras hídricas e rodovias.

O de Efraim Filho distribui propostas por regiões e cadeias produtivas, com menções ao Litoral, Sertão, Cariri, Borborema e outras áreas.

O de Lucas e Drª Lígia organiza o discurso territorial pelos sete territórios estaduais, mas nem sempre vincula cada ação a município ou região determinada.

Continuidade, ampliação e criação

Os textos combinam continuidade de serviços existentes, expansão de programas, criação de novas unidades e estudos de projetos futuros.

Em parte das propostas, o documento não informa se a medida será uma nova política, uma expansão de serviço ou a manutenção de uma estrutura já existente.

Essa distinção é necessária porque construir uma unidade, equipá-la, inaugurá-la e mantê-la são etapas diferentes. O mesmo ocorre com a redução de uma fila acumulada e o atendimento de novas solicitações.

Quadros para o leitor

Promessa, meta e indicador

Uma promessa é o compromisso anunciado no plano. Uma meta expressa um resultado, quantidade ou prazo pretendido. Um indicador é a medida usada para acompanhar a evolução. Um documento pode apresentar promessa e indicador sem fixar meta numérica.

Obra e serviço

A construção de um hospital ou centro não informa, sozinha, quando o serviço começará a atender, quantos profissionais serão contratados, quanto custará a operação ou qual público será atendido.

Recurso próprio, crédito e articulação

Recurso próprio é o orçamento do ente público. Crédito é financiamento a ser contratado dentro das condições legais. Convênio, parceria ou articulação federal dependem de instrumentos posteriores.

A menção a uma fonte possível não equivale à garantia de recurso.

Responsabilidade compartilhada

No SUS, por exemplo, União, estados e municípios exercem funções próprias e compartilhadas.

Obras rodoviárias federais dependem de órgãos da União, ainda que o governo estadual participe da articulação.

Serviços municipais de atenção básica podem receber apoio estadual, mas não são executados exclusivamente pelo governador.

Implantação e atendimento

Implantar uma política significa criar suas condições institucionais, financeiras e operacionais.

Atender uma pessoa significa prestar o serviço dentro do prazo definido.

Os dois prazos podem ser diferentes e precisam ser especificados.

Perguntas para as chapas

Lucas Ribeiro e Drª Lígia

  1. Qual é o período de governo, o partido da chapa e o nome completo da vice-candidata no documento oficial?
  2. Qual é o cronograma e o custo de implantação dos centros, câmeras, hospitais, polos e demais estruturas citadas?
  3. Quais propostas são continuidade de serviços existentes e quais representam criação de novas unidades?
  4. Qual será a participação financeira e operacional dos municípios, da União, das universidades e de parceiros privados?
  5. Quais indicadores, linhas de base e metas anuais serão usados para acompanhar cada eixo?

Cícero Lucena e Diogo Cunha Lima

  1. A meta de eliminar a demanda reprimida de saúde se refere apenas ao estoque atual ou também às novas solicitações durante o governo?
  2. Os prazos de 60 e 90 dias correspondem à implantação do serviço, à realização do exame ou ao início do tratamento?
  3. Qual é o custo de implantação e de manutenção das 16 policlínicas, das UPAs e das demais unidades previstas?
  4. Como será calculada a redução anual de 6% a 8% dos crimes e qual órgão validará os resultados?
  5. Quais obras dependem de recursos federais, crédito, convênio, licenciamento ou participação direta dos municípios?

Efraim Filho e Nayana Pontes

  1. Quais metas anuais serão usadas para transformar o plano de Estado em cronograma de execução?
  2. Quais recursos já estão assegurados e quais dependem de captação junto ao Fundo Clima, BNDES, BNB ou organismos multilaterais?
  3. Qual será a estrutura responsável por acompanhar produção, produtividade, renda, saúde, educação e segurança?
  4. Como serão definidos os custos de implantação e as despesas permanentes de hospitais, centros, sistemas digitais e equipamentos?
  5. Quais ações serão executadas diretamente pelo Estado e quais dependerão de municípios, União, universidades ou setor privado?

Referências

Nota metodológica: Este especial analisa os planos de governo de três candidaturas pesquisados e selecionados pela redação: Lucas Ribeiro e Drª Lígia, Cícero Lucena e Diogo Cunha Lima, e Efraim Filho e Nayana Pontes. O recorte foi definido para esta apuração e não estabelece classificação, preferência ou juízo sobre as demais candidaturas. As informações foram conferidas nos documentos oficiais, com indicação das páginas e registro dos dados não localizados nos planos.

Da Redação, O Norte.

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