O jovem que morreu após invadir a jaula de uma leoa no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, tinha histórico de transtornos mentais sem tratamento adequado. O caso reacende o debate sobre a precariedade da rede de atenção psicossocial no estado e no país.
Segundo relatos de familiares e de um membro do Conselho Tutelar, o rapaz era frequentemente tratado apenas como alguém com “desvio de comportamento”, sem acesso contínuo a acompanhamento especializado. A ausência de diagnóstico preciso e de suporte clínico teria contribuído para o agravamento das crises.
A morte revela uma lacuna estrutural na assistência oferecida a pessoas com transtornos mentais, especialmente jovens em situação de vulnerabilidade. O episódio levanta questionamentos sobre a capacidade do sistema público de identificar riscos, intervir a tempo e garantir políticas de cuidado efetivas.