As próximas eleições não serão dos candidatos radicais, diz marqueteiro Cristovão Pinheiro

O marqueteiro Cristovão Pinheiro acredita que a eleição presidencial de 2022 será conquistada por um candidato que consiga se unir com a direita moderada. Para ele, a vitória das próximas eleições não será dos candidatos radicais.

Você acredita que será uma eleição polarizada entre Lula e Bolsonaro?

É natural a gente acreditar em uma eleição polarizada entre Lula e Bolsonaro. Muita gente aposta no segundo turno entre os dois, mas eles se caracterizam como dois extremos, esquerda e direita, por isso eu acredito que o Lula pode apoiar uma candidatura moderada, com o objetivo de vencer a eleição. Já o Bolsonaro, que é candidato à reeleição, tem dois grandes desafios pela frente: parecer um moderado e fazer boas alianças políticas.

Na sua opinião, o moderado seria o perfil político ideal para 2022?

Não vejo espaço para candidatos radicais na próxima eleição. O candidato que conseguir se apresentar para o eleitor médio e para elite política, como moderado, tem grandes chances de vitória. A economia mundial pede líderes políticos mais moderados, que possam pensar em questões econômicas mais harmoniosas com diversos fatores como clima e sustentabilidade.

O Ciro seria uma alternativa de uma candidatura moderada?

O Ciro é um candidato bem preparado, mas sempre passou uma imagem de ranzinza. Ele até está tentado melhorar, através de um trabalho que João Santana está fazendo para dá uma suavizada na imagem dele. Como o eleitor vê o Ciro com fortes influências da esquerda, o renascimento de Lula atrapalha os seus planos de ser presidente.

O Centrão é decisivo para eleição presidencial?

O Centrão teve como primeiro líder o Eduardo Cunha, que o fez presidente da Câmara dos Deputados. Esse bloco de parlamentares também foi decisivo na eleição do atual presidente da casa, Arthur Lira. Eu vejo como decisiva a participação do Centrão na campanha presidencial, por isso não é à toa que o Bolsonaro se rendeu aos desejos desse grupo de parlamentares. Da mesma forma é esperado que os demais candidatos a presidência procurem a aproximação desse grupo.

Esse cenário que o Brasil vive hoje de polarização entre Lula e Bolsonaro é um sinal de que faltam lideranças políticas? Não vejo que faltam lideranças políticas, mas há o enfraquecimento da estrutura partidária no Brasil e consequentemente o surgimento de lideranças políticas de baixa qualidade. Acredito que os partidos políticos são a porta de entrada para bons e maus políticos e quando temos uma estrutura partidária frágil a democracia sai perdendo e fica enfraquecida. Partidárias fortes protegem a democracia e não apenas interesses individuais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *